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Mostra Fiocruz amplia debate sobre saúde e meio ambiente no Fica 2026

Programação reuniu produções audiovisuais de seis unidades da instituição e destacou temas como justiça climática, saúde indígena e impactos ambientais na vida das populações

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A Mostra Fiocruz consolidou-se como um dos espaços de reflexão sobre saúde, ciência e meio ambiente na programação do Fica 2026. Realizada entre os dias 17 e 19 de junho, a iniciativa reuniu cerca de nove horas de exibição de curtas, médias e longas-metragens produzidos por diferentes unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), levando ao público temas que conectam saúde pública, sustentabilidade, direitos humanos e justiça ambiental.

Ao todo, seis unidades da Fiocruz participaram da mostra, que reúne principalmente documentários, além de uma animação e uma obra de ficção. A iniciativa reforça o compromisso histórico da instituição em utilizar o audiovisual como ferramenta de promoção da saúde, educação, conscientização e divulgação científica.

Segundo Nicole Leão, do Canal Saúde e uma das curadoras da Mostra Fiocruz no Fica 2026, a seleção representa um panorama da diversidade de produções desenvolvidas pela Fundação em todo o país.

“A Fiocruz entende o audiovisual como uma ferramenta de promover saúde, ciência, educação, conscientização e justiça ambiental. Além dos setores que trabalham especificamente com audiovisual, praticamente todas as unidades da instituição desenvolvem produções próprias sobre diferentes temas, muitos deles relacionados às questões ambientais e aos impactos das mudanças climáticas na saúde pública”, explica.

A participação da Fiocruz no festival teve início há quatro anos, inicialmente com a exibição de um único filme. Desde então, a parceria foi ampliada e consolidada, resultando na criação de uma mostra paralela dedicada exclusivamente às produções da instituição.

A mostra dialoga diretamente com a essência do Fica ao destacar a compreensão ampliada de saúde adotada pela Fiocruz e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que considera o bem-estar das populações para além da ausência de doenças.

“A saúde está diretamente ligada às relações que as pessoas estabelecem com o meio ambiente. Por isso, a Fiocruz desenvolve diversos projetos e iniciativas voltados para compreender os impactos das questões ambientais na vida das populações”, destaca Nicole.

Entre os temas abordados estão conflitos territoriais e agrários, saúde indígena, justiça climática, acesso à água e os impactos socioambientais de grandes empreendimentos. Um dos destaques da programação é o documentário Caminho do Vento, produzido pelo Canal Saúde, que retrata os efeitos da implantação de parques de energia eólica sobre a saúde e a vida das comunidades do Rio Grande do Norte.

Também integram a mostra produções desenvolvidas por grupos de pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), que abordam saúde indígena, interculturalidade e os impactos das disputas por territórios tradicionais sobre a qualidade de vida dessas populações.

A parceria entre Fiocruz e Fica é articulada pela Coordenação de Saúde e Ambiente da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAPS), reforçando o compromisso institucional com a promoção da saúde ambiental e a construção de políticas públicas que integrem ciência, território e direitos humanos.

Por meio da Mostra Fiocruz, a instituição reafirma seu papel como produtora de conhecimento e agente de transformação social, utilizando o cinema como instrumento para ampliar o debate público sobre os desafios ambientais contemporâneos e seus impactos diretos na saúde e no bem-estar das populações.

Sobre o Fica

Em 2026, o Fica realiza sua maior edição de todos os tempos em ações formativas, reunindo mais de 100 atividades entre mostras competitivas, debates, oficinas, exposições, atrações culturais e ações de educação ambiental, ampliando sua programação, fortalecendo parcerias institucionais e reafirmando seu papel como referência internacional na promoção da sustentabilidade, da formação cidadã e do diálogo entre cultura, ciência e meio ambiente.

O festival é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE, e colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Saneago.

A iniciativa conta ainda com a cooperação da Unesco, por meio de sua Cátedra Saberes Patrimoniais, Biodiversidade e Cidadania; Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio do Museu dos Povos Indígenas; e MapBiomas.

Também são parceiros as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram ainda a realização o Goiás Social, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Senac Goiás, Prefeitura de Goiás, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), e Festival Lanterna Mágica.

Fotos: Secult Goiás

Secretaria de Estado da Cultura - Governo de Goiás

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