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Painel debate o mercado de desenvolvimento de jogos em Goiás no Fica 2026

Criadores e especialistas discutem desafios, oportunidades e o papel dos jogos como linguagem do audiovisual durante o festival.

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O mercado de desenvolvimento de jogos em Goiás foi tema de debate na manhã desta quinta-feira (18/06), durante a 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na cidade de Goiás.

O Painel de Games da Fronteira reuniu os criadores Arlam Carneiro, Michele Santos e Ariane Magda Borges, com mediação de Camila Nunes, diretora do Festival Internacional de Animação de Goiânia (Lanterna Mágica), para discutir os desafios e as perspectivas do setor no estado.

Camila Nunes, diretora do Festival Internacional de Animação de Goiânia (Lanterna Mágica), que firmou parceria com o Fica nesta edição, conduziu o debate a partir de uma provocação. Segundo a mediadora, o ponto de partida foi perguntar se existe uma indústria de jogos no estado. A resposta, contou ela, veio das trajetórias dos próprios participantes e da constatação de que há uma ampla diversidade de oportunidades profissionais no setor.

A mediadora lembrou ainda que o Brasil é o décimo país que mais consome jogos no mundo, dado que, para ela, evidencia uma demanda já consolidada. “Já que a gente tem a demanda, agora a gente precisa se estruturar para poder suprir essa demanda”, afirmou.

Encontro para “sair da bolha” Para Camila Nunes, levar o tema ao festival é uma forma de “sair da bolha”. Ela destacou que, embora o Fica seja um festival audiovisual e ambiental, também abre espaço para discutir os rumos do audiovisual no mundo, alcançando tanto entusiastas que querem trabalhar com jogos quanto o público da cidade. Segundo a mediadora, são momentos de encontro, de discussão e de conexão que fazem com que os projetos saiam do papel e passem a ser palpáveis.

Jogos como linguagem do audiovisual

Criadora de jogos e presidente da Game Go, associação que reúne os criadores do setor em Goiás, Michele Santos ressaltou a importância de o festival acolher a pauta. Para ela, esses espaços ajudam a tratar das diferentes vertentes do audiovisual, “porque os jogos fazem parte do audiovisual”.

A criadora defendeu que o encontro também serve para sensibilizar novos talentos, ao mostrar que há lugar para jovens, iniciantes e profissionais explorarem essa linguagem tanto no entretenimento quanto na educação.

Michele Santos avalia que o Fica, como um dos maiores eventos de cinema consolidados do país, oferece visibilidade e possibilidades, especialmente com o apoio do poder público. Ela defende que os jogos sejam compreendidos como uma linguagem dentro do audiovisual e que possam abordar os próprios temas do festival, como a conscientização ambiental e o modo de viver em sociedade. “Jogos também podem abordar esses temas e atingir outros públicos”, disse.

A presidente da associação aproveitou o painel para reforçar a importância de agir coletivamente e de estruturar o mercado goiano. Ela explicou ainda que os criadores presentes atuam na produção de jogos, enquanto Camila Nunes dirige um festival de animação, linguagem que, segundo Michele, é parte importante da cadeia de produção de um jogo.

Inspiração na plateia

Entre o público, o engenheiro de computação Felipe Enes acompanhou o painel. Ele, que trabalha com desenvolvimento de aplicativos e está iniciando sua trajetória no desenvolvimento de jogos ao lado da companheira, Larissa Santoro, disse ter saído inspirado ao ver profissionais da área desenvolver projetos concretos , mesmo diante de um cenário que costuma parecer inacessível, caro e demorado. “O simples fato de ter várias pessoas envolvidas e que conseguem fazer é muito potente”, afirmou.

Felipe contou que perguntou aos palestrantes sobre a síndrome do impostor, comum a quem muda de área, e destacou o caráter multidisciplinar do desenvolvimento de jogos. Como ninguém domina todas as etapas, avalia ele, a coletividade se torna necessária. O participante elogiou também as orientações sobre o acesso a editais e as perspectivas apresentadas pelos criadores.

O painel integra a programação de debates do Fica 2026, que segue até o dia 21 de junho na cidade de Goiás, com mostras competitivas, oficinas, atrações culturais e encontros gratuitos.

Sobre o Fica

O Fica é um dos maiores festivais de cinema ambiental do mundo, realizado anualmente na cidade de Goiás. Desde 1999, consolida-se como espaço plural de convergência entre arte, ciência, ativismo e educação ambiental, atraindo realizadores e públicos de diferentes países.

O festival é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE, e colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Saneago.

A iniciativa conta ainda com a cooperação da Unesco, por meio de sua Cátedra Saberes Patrimoniais, Biodiversidade e Cidadania; Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio do Museu dos Povos Indígenas; e MapBiomas.

Entre os parceiros também estão as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram ainda a realização o Goiás Social, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Senac Goiás, o Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Prefeitura de Goiás, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) e Lanterna mágica.


Serviço
Painel debate o mercado de Games no Fica 2026

Local: Centro Histórico da cidade de Goiás

Fotos: Secult Goiás


Secretaria da Cultura – Governo de Goiás

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