Fotografia de duas mulheres sentadas em uma plateia com poltronas vermelhas. A mulher à esquerda usa blusa verde e óculos, sorrindo enquanto assiste à atividade. A mulher à direita usa óculos, blusa estampada e segura um celular, aparentemente registrando a cena. Ao fundo, outras pessoas aparecem desfocadas na plateia.

Mostras competitivas do Fica 2026 começam nesta quarta-feira (17) e público poderá votar online em seus filmes favoritos

Com produções de sete países e 38 obras selecionadas, festival abre programação competitiva e convida espectadores a participarem da escolha do vencedor do Júri Popular

Fotografia de uma sala de cinema escura durante uma exibição. Na tela grande, aparece uma cena de animação com uma pessoa sentada em uma poltrona roxa, uma planta à esquerda e uma mochila à direita. Na parte inferior da imagem, vê-se a silhueta do público sentado nas poltronas.

A partir desta quarta-feira (17), o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026) dá início às exibições de suas mostras competitivas, reunindo 38 produções audiovisuais entre longas, curtas e médias-metragens de sete países. Além de acompanhar as sessões, o público terá papel fundamental na programação ao participar da escolha do vencedor do Prêmio Luiz Gonzaga Soares, concedido pelo Júri Popular da Mostra Internacional Washington Novaes.

A votação é realizada por meio do site oficial do festival, permitindo que os espectadores avaliem as obras exibidas na mostra e contribuam diretamente para a escolha do filme premiado. O reconhecimento conta com premiação de R$ 10 mil e representa um dos momentos mais aguardados da programação competitiva.

Neste ano, os filmes selecionados vêm do Brasil, Canadá, Polônia, Áustria, Irã, Colômbia e Bélgica. O Brasil lidera a seleção com 31 produções, enquanto Goiás se destaca como o estado com maior participação, somando 19 obras.

As produções estão distribuídas em quatro mostras competitivas: Mostra Internacional Washington Novaes, Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais, Mostra Cinema Goiano e Mostra Becos da Minha Terra. Juntas, elas apresentam diferentes perspectivas sobre questões ambientais, territórios, culturas tradicionais, memória, identidade e modos de vida.

Para Pedro Novaes, diretor de programação do Fica, o Prêmio do Júri Popular é um dos elementos que tornam o festival ainda mais rico ao permitir diferentes formas de percepção das obras exibidas.

“O interessante do Júri Popular é justamente mostrar a diferença entre o olhar do público e o olhar do júri oficial. Os júris são formados por profissionais do cinema e por pessoas ligadas às questões ambientais e, na maioria das vezes, as escolhas são diferentes. Não me lembro de que o vencedor do Júri Popular tenha coincidido com o vencedor do Prêmio Cora Coralina. São perspectivas distintas e isso é muito interessante para o festival”, afirma.

Segundo ele, outro aspecto que influencia a votação popular é a mobilização dos próprios realizadores. “Os cineastas e produtores costumam incentivar que seus filmes sejam assistidos e votados, o que considero absolutamente legítimo. Nos últimos anos, muitos dos vencedores do Júri Popular foram filmes goianos, o que demonstra tanto a capacidade de mobilização dos realizadores quanto o interesse do público local pelas produções do estado.”

Para Pedro, a coexistência entre as avaliações do júri técnico e do público amplia o alcance do festival e fortalece o diálogo entre as obras e os espectadores. “Esse olhar específico do público é muito valioso. É justamente essa diversidade de perspectivas que enriquece o Fica e ajuda a construir a identidade do festival.”

A Mostra Competitiva Internacional Washington Novaes mantém o Prêmio Cora Coralina, de R$ 35 mil, para o melhor longa-metragem; o Prêmio Acari Passos, de R$ 15 mil, para o melhor curta ou média-metragem; e o Prêmio João Bennio, de R$ 20 mil, destinado ao melhor filme goiano. Já a Mostra Cinema Goiano concede R$ 35 mil ao melhor longa-metragem e R$ 15 mil ao melhor curta-metragem.

A Mostra Internacional Washington Novaes reúne seis longas-metragens e oito curtas e médias-metragens. Os títulos selecionados abordam temas como deslocamentos populacionais, mineração, disputas territoriais, degradação ambiental e os impactos das mudanças climáticas. A Mostra Cinema Goiano apresenta três longas e seis curtas-metragens produzidos no estado, enquanto a Mostra Becos da Minha Terra reúne curtas realizados por diretores da cidade de Goiás.

Em 2026, o festival realiza sua maior edição de todos os tempos, reunindo mais de 100 atividades entre mostras competitivas, debates, oficinas, exposições, atrações culturais e ações de educação ambiental, ampliando sua programação, fortalecendo parcerias institucionais e reafirmando seu papel como referência internacional na promoção da sustentabilidade, da formação cidadã e da valorização da diversidade cultural.

Sobre o festival

O Fica 2026 acontece de 16 a 21 de junho, na cidade de Goiás, promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE, e colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Saneago.

O festival ainda conta com a cooperação da Unesco, por meio de sua Cátedra Saberes Patrimoniais, Biodiversidade e Cidadania; Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio do Museu dos Povos Indígenas; e MapBiomas; além das secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram ainda a realização o Goiás Social, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal Goiano (IFG), Senac Goiás, Prefeitura de Goiás, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) e Festival Lanterna Mágica.

Fotos: Secult Goiás

Secretaria de Estado da Cultura - Governo de Goiás

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