Comissão de Seleção de Filmes 2026

Mostra Internacional Washington Novaes

Ariel Henrique

Ariel Henrique

Com 18 anos de experiência no Audiovisual, Ariel Henrique é Mixador e Supervisor de Som com dezenas de longas-metragens, documentários e series em sua filmografia. É professor na Academia Internacional de Cinema, consultor técnico de áudio para o Instituto Fraunhofer no Brasil e, em 2024, fundou a MÔNADA Post, um estúdio de Pós-produção de Som para conteúdos audiovisuais, sediado em São Paulo.
Em 2025, ganhou o Prêmio de Melhor Som no Festival do Rio pelo filme “Love Kills”, trabalho em que assina Desenho de Som e Mixagem. No mesmo ano, recebeu o direito do uso da sigla “ABC” em reconhecimento à sua trajetória no Audiovisual. Desde então, é creditado como "Ariel Henrique, ABC" nos projetos em que participa. Alguns trabalhos de destaque incluem o longa “Chuva É Cantoria Na Aldeia dos Mortos” – ganhador do prêmio do Júri na Mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2018, a cinebiografia “Nosso Sonho”, a comédia “Evidências do Amor” e a série “Encantado’s” (Globoplay).

Carlos Cipriano

Carlos Cipriano

Carlos Cipriano Gomes Junior é goianiense, produtor, professor e realizador audiovisual desde 2001. Formado em Rádio e TV pela UFG (2001), especialista em Cinema pela Skópos Escola de Cinema (2004), mestre em Realização Audiovisual (2022) e Cinema Alternativo pela EICTV - Cuba (2025) e em Estudos Culturais, Memória e Patrimônio pela UEG (2025). Professor de produção e realização audiovisual há mais de 20 anos em faculdades e universidades de Goiás, leciona desde 2014 nos cursos Técnico Integrado em Produção de Áudio e Vídeo e Bacharelado em Cinema e Audiovisual do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFG) – Câmpus Cidade de Goiás. Atuou em diferentes funções técnicas em equipes de curtas, longas e séries, foi curador de mostras e festivais, coordenador de projetos voltados à exibição cinematográfica, presidiu a Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas – Seção Goiás (ABD-GO) e o Conselho Estadual de Cultura de Goiás. Realizador do premiado curta “para Carlos” (2024), selecionado em mais de 60 festivais na América, Europa, Ásia, África e Oceania.

Ceiça Ferreira

Ceiça Ferreira

Ceiça Ferreira é doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), professora efetiva e pesquisadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Desenvolve atividades de ensino, pesquisa, curadoria e extensão nas áreas de comunicação, artes, cultura, raça, gênero e sexualidade no cinema e no audiovisual. Co-fundadora do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia/GO; idealizadora e diretora do Cineclube Maria Grampinho, cuja proposta curatorial destaca os cinemas negros. Em 2025 co-organizou o livro “Cinema Negro no Feminino: Afeto e Pertencimento Além das Telas”, publicado pela Nau Editora; e coordenou as exposições “O Sertão é nosso centro” e “Poéticas de Subversão: Mulheres artistas em Goiás” (Centro Cultural Octo Marques, Goiânia/GO). Em 2024, foi co-organizadora da coletânea Águas Correntes: Mulheres no Audiovisual do Centro-Oeste (Editora da UEG) e integrou a comissão de seleção da 6ª edição do Laboratório Negras Narrativas, da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN).

Deivid Rodrigues

Deivid Rodrigues

Deivid Mendonça é roteirista, produtor e realizador goiano. Pós-graduado em roteiro e escrita criativa pelo Instituto Vera Cruz, é bacharel em audiovisual pela UFRJ, com experiências múltiplas no desenvolvimento, pesquisa, produção, curadoria e pesquisa. Atua no setor cultural há mais de dez anos, tendo escrito filmes como Ana e as Montanhas (Tiradentes 2024) e projetos selecionados para laboratórios nacionais e internacionais como Guiões, SANFIC e RotaLab. Diretor no documentário Contraturno (Kinoforum) e produtor executivo de projetos como Vento Seco (Berlinale 2020). Tem atuação ainda como professor audiovisual e parecerista cultural para distintas instituições.

Eliézer Oliveira

Eliézer Oliveira

É graduado e mestre em História pela UFG/GO, doutor em Sociologia pela UnB e realizou estágio pós-doutoral em Ciências da Religião (PUC/GO) e em História (UFG/GO). Atua como professor do curso de graduação em História e do Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais (TECCER) da Universidade Estadual de Goiás, em Anápolis. É membro do Instituto Histórico Geográfico de Goiás (IHGG), do Instituto Bernardo Élis para os povos do Cerrado (ICEBE) e integrante do Conselho Estadual de Cultura de Goiás. É líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Expressões Culturais no Cerrado, editor fundador da Revista Nós: linguagens, cultura e estética. Atualmente desenvolve a pesquisa sobre a representação das águas no cerrado goiano. É autor e organizador de vários livros e artigos com temas relacionados às expressões culturais, patrimônio e estética visual, destacando a coautoria na trilogia sobre a História de Goiás e o livro A Estética da Catástrofe. É coordenador do Laboratório Universitário de Produção e Pesquisas Audiovisuais (LUPPA), responsável por produzir vários documentários e dissertações e teses sobre a produção audiovisual no cerrado brasileiro.

Murilo Gabriel Bueno

Murilo Gabriel Bueno

Professor, pesquisador e realizador audiovisual, doutor em Performances Culturais pela UFG, com tese sobre a construção do espaço e da atmosfera de medo nos jogos de videogame de terror e horror a partir da estética e da fenomenologia. Mestre em Comunicação pela UFG, com pesquisa sobre os arquétipos femininos na filmografia da cineasta Tata Amaral. Realizou intercâmbio acadêmico na França, com participação na produção de vídeos para a webtv da Université Catholique de l'Ouest. Especialista em Cinema e Educação pelo IFITEG e graduado em Publicidade e Propaganda. Dirigiu o curta-metragem "A Doença de Fabrício", contemplado por edital da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. É servidor técnico de audiovisual no Instituto Federal de Goiás (IFG), coordenador de cursos no programa Escult (MinC/IFG) e professor permanente do Mestrado Profissional em Artes — ProfArtes/IFG. Atualmente é professor efetivo de Publicidade e Propaganda na PUC-GO, onde leciona Fotografia, Audiovisual e Teorias da Imagem. Atua nas interfaces entre cinema, videogame, gamificação e fotografia.

Shalimar Luísa

Shalimar Luísa

Shalimar Lima é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal do Amazonas, gestora de projetos socioambientais e produtora cultural, com atuação situada nas disputas concretas por território, clima e direito à vida na Amazônia. Cofundadora e diretora da OCA Amazônia, desenvolve e implementa projetos em parceria com comunidades indígenas, tradicionais e periféricas, a partir de metodologias participativas que reposicionam o fazer técnico como prática comprometida com autonomia, governança comunitária e justiça climática, atuando em mais de 30 territórios amazônicos e articulando organizações de base, instituições públicas e OSCs na formulação e execução de soluções territorializadas. Sua prática transita entre política pública, cultura e território, mobilizando o audiovisual como ferramenta de disputa narrativa e construção de imaginários contra-hegemônicos; nesse campo, é idealizadora e curadora da Ecoa – Mostra Socioambiental de Cinema de Manaus, iniciativa que fortalece a circulação de obras alinhadas às urgências socioambientais e ao protagonismo amazônico, entre circuitos e territórios populares. No audiovisual, integra equipes de produção e direção de arte e co-dirigiu o curta experimental Intercessões (2024), selecionado para festivais no Brasil, Europa e América Latina, além de ter participado do programa Filhas da Floresta, formação em audiovisual realizado pelo Instituto Rouanet em parceria com o Instituto Arumã, e do Generation Earthshot, programa internacional vinculado ao The Earthshot Prize, uma das mais relevantes iniciativas globais de reconhecimento a soluções socioambientais.

Tuanny Medeiros

Tuanny Medeiros

Tuanny Medeiros é roteirista e sócia-fundadora da produtora Reduto Filmes. Atua com curadoria e desenvolvimento de projetos de ficção e documentário. Foi bolsista Fulbright Brasil New Voices e co-roteirista do curta de ficção "Manhã de Domingo" (2022), premiado com o Urso de Prata na Berlinale. Foi roteirista na série “Sobrepostas” (2024) para o Canal Brasil e atuou como assistente de roteiro em projetos para Amazon, Netflix e Canal BIS. Estreou na direção com o curta documental "Luis do Charme" (2026).

Mostra Cinema Goiano e Becos da Minha Terra de Filmes Vilaboenses

André Dib

André Dib

Jornalista, pesquisador e crítico de cinema, com textos publicados em diversos jornais, revistas e livros, entre eles, “Trajetória da crítica de cinema no Brasil” (2019) e "Cinema Fantástico: 100 filmes essenciais" (2023). Organizador do livro “Antologia da Crítica Pernambucana: discursos sobre cinema na imprensa” (2020). Atua na realização e curadoria de mostras e festivais (entre eles, o Festival de Brasília, o FestAruanda e a Mostra Ambiental de Cinema do Recife), e integra comissões de seleção de projetos em editais em diferentes regiões do país. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal da Paraíba. Professor do Centro Estadual de Arte da Paraíba.

Anthony Rodrigo

Anthony Rodrigo

Mestre e doutorando em Sociologia pela UFRJ e graduado em Audiovisual pela UFRN, atua há 10 anos no cinema brasileiro. Iniciou como cineclubista e consolidou sua trajetória como produtor executivo, diretor de produção, curador e pesquisador. Fundou e é curador do Cineclube Mulungu, voltado à difusão de cinema de autoria negra e indígena no Rio Grande do Norte. Ministrou cursos e oficinas sobre representação racial no cinema brasileiro a convite de instituições e projetos culturais como Festival Urbanocine, IFRN e SESC. Desenvolve pesquisa sobre o tema, sendo finalista do prêmio ANPOCS 2022 com a dissertação “Cinemas Negros Brasileiros: projetos políticos e movimentos culturais sob uma perspectiva sociológica”. No audiovisual, atua principalmente como produtor executivo, tendo realizado a função em diversos curtas-metragens. Atualmente integra a equipe de curadoria e desenvolvimento de projetos da Cardume, plataforma de streaming que atua na difusão e formação de público para o cinema independente brasileiro.

Cláudia Melissa

Cláudia Melissa

Produtora executiva, professora e autora, atua há mais de duas décadas no audiovisual, com trajetória orientada pela articulação entre produção, comunicação e mercado, com ênfase em estratégias de circulação e posicionamento de obras. Trabalha na realização de longas-metragens, séries para plataformas de streaming, além de festivais e projetos de diferentes portes, com experiência em desenvolvimento de projetos, planejamento, coordenação de equipes e gestão orçamentária, conectando processos criativos às dinâmicas de visibilidade e consumo.
É autora do livro Trailer: Cinema e Publicidade no Mesmo Rolo, marco na bibliografia de estudos de cinema no Brasil por ser a primeira investigação publicada no país dedicada à função e às formas do trailer cinematográfico. A obra disseca o movie marketing como dimensão central da distribuição, articulando análise do discurso, construção de identidade e estratégias de comunicação, a partir dos trailers do filme Cidade de Deus.
É mestre em Comunicação e Cinema pela Universidade Federal Fluminense, especialista em Film and Television Business pela Fundação Getúlio Vargas e graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás. Atua também na formação de profissionais do audiovisual, integrando experiência de mercado e reflexão crítica em atividades de ensino e orientação.

Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais

Takumã Kuikuro

Takumã Kuikuro

Takumã Kuikuro é cineasta indígena do povo Kuikuro, idealizador do 1º Festival de Cinema e Cultura Indígena e fundador do Coletivo Kuikuro de Cinema. É presidente do Instituto da Família do Alto Xingu (IFAX) e atualmente vive na aldeia Ipatse, no Território Indígena do Xingu.
Seus filmes foram exibidos e premiados em importantes festivais nacionais, como o Festival de Gramado e o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, e internacionais, como o Terres en Vues – Présence Autochtone, em Montreal, Canadá. Entre suas obras de maior destaque está o longa-metragem documental As Hiper Mulheres (2011), codirigido com Leonardo Sette e Carlos Fausto, amplamente reconhecido pela crítica e pelo circuito de festivais.
Em 2017, recebeu a Bolsa Honorária da Universidade Queen Mary, em Londres, Inglaterra. Em 2019, tornou-se o primeiro jurado indígena da história do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. É também idealizador e curador do 1st Brazil Indigenous Film Festival UK.
Em 2023, realizou a curadoria da exposição Xingu Contatos e da mostra Demarcação das Telas e Revolução das Imagens: Celebrando a Produção Audiovisual Indígena no Brasil, ambas promovidas pelo Instituto Moreira Salles (IMS). No mesmo ano, foi vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, na 22ª edição da premiação. Em 2026, conquistou o 1º lugar do Prêmio MRE de Fotografia, concedido pelo Ministério dos Povos Indígenas.